DESAFIO (Relevo Azul)
Pela sombra
somente pela sombra,
do vasto arbusto da montanha...
Flui com as correntes
vagas correntes da ilusão
dentre o silêncio que a noite escuta...
No seu despertar profundo,
antes um desafio,
agora a criação do homem,
magia ativa
amor de pai,
amor de mãe...
A aurora existe
sob a razão,
sois o cântico dos fiéis...
Velejou sem se opor ao vento,
escalou a montanha,
como ruínas em poeira
fossem formas de castelo.
O Condutor das Estrelas (Uma homenagem ao Condutor de ecoturismo Rodrigo R. da Rosa, in memoriam.) é um livro de poemas que reúne poemas inéditos e os poemas publicados do poeta Tarcísio R. da Rosa. Estão inclusos os livros: Relevo Azul (1998), Em Busca da Essência (2001) e Poesia Sempre (2005).
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sábado, 2 de novembro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
OLHOS OCULTOS (Poesia Sempre)
Quando ocultei meus olhos:
Vi a fome no mundo;
Vi que vivemos no mesmo espaço bíblico;
Vi que a comédia
É um derramamento de sangue.
Quando ocultei meus olhos:
Vi a construção simbiótica de mim mesmo;
Vi meu coração crescendo, somando pulsações;
Vi os dias de minha vida sumindo
Num escuro lugar e Era.
Quando ocultei meus olhos:
Vi o homem bom transformar-se em mau;
Vi o planeta frágil nas mãos de homens destruidores;
Vi a realidade fingindo a sobrevivência
Em desespero.
Quando ocultei meus olhos:
Vi a fome no mundo;
Vi que vivemos no mesmo espaço bíblico;
Vi que a comédia
É um derramamento de sangue.
Quando ocultei meus olhos:
Vi a construção simbiótica de mim mesmo;
Vi meu coração crescendo, somando pulsações;
Vi os dias de minha vida sumindo
Num escuro lugar e Era.
Quando ocultei meus olhos:
Vi o homem bom transformar-se em mau;
Vi o planeta frágil nas mãos de homens destruidores;
Vi a realidade fingindo a sobrevivência
Em desespero.
sábado, 28 de setembro de 2013
AGRIDOCE AMOR (Em Busca da Essência)
A saudade relembra.
Então, escuto
Vozes adolescentes
Com luz própria,
Feito flor que nasce poesia!
A música fluente do vento
Contendo enigmas,
Dispersos em anos,
Recolhia sentimentos, fantasias
Para dentro da memória:
Coração apunhalado pelo horizonte!
Como transcender o amor?
Como aceitar a nobreza
Elevada
Do desamor?
Fico aqui contando
A minha vida
Para essa árvore florida
E ferida
Sobre as impressões digitais do amor!
Esse apelo-afeto forjou-me humano.
Deixou uma sombra
Ou melodia
De pedidos extremos
Ao acaso...
Calado, suporto o céu
Com estrelas infinitas
Na rua de meus desígnios imaturos.
Cachoeiras incessantes despencam
Do crepúsculo turvo,
E na ventania as folhas
Secas lutam
Por ficarem imóveis,
Jazendo no tempo
Onde brota a verdade da paixão!
É por amor! Que amor?
Invenção agridoce.
Nossos olhos diziam as mesmíssimas
Intenções feito partículas
Doce de sofrimento.
Em nosso ser, o outono
fixou morada.
E coexiste, puro
No passado adolescido
O cheiro, o gosto,
E a suavidade das palavras.
A saudade relembra.
Então, escuto
Vozes adolescentes
Com luz própria,
Feito flor que nasce poesia!
A música fluente do vento
Contendo enigmas,
Dispersos em anos,
Recolhia sentimentos, fantasias
Para dentro da memória:
Coração apunhalado pelo horizonte!
Como transcender o amor?
Como aceitar a nobreza
Elevada
Do desamor?
Fico aqui contando
A minha vida
Para essa árvore florida
E ferida
Sobre as impressões digitais do amor!
Esse apelo-afeto forjou-me humano.
Deixou uma sombra
Ou melodia
De pedidos extremos
Ao acaso...
Calado, suporto o céu
Com estrelas infinitas
Na rua de meus desígnios imaturos.
Cachoeiras incessantes despencam
Do crepúsculo turvo,
E na ventania as folhas
Secas lutam
Por ficarem imóveis,
Jazendo no tempo
Onde brota a verdade da paixão!
É por amor! Que amor?
Invenção agridoce.
Nossos olhos diziam as mesmíssimas
Intenções feito partículas
Doce de sofrimento.
Em nosso ser, o outono
fixou morada.
E coexiste, puro
No passado adolescido
O cheiro, o gosto,
E a suavidade das palavras.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
MOINHO (Relevo Azul)
Do sonho
engenheiro
à criança
e na realidade
moinho te edifico
em toda plenitude.
É um moinho de sonho
funcionando
dia frio
correias batem
na noite
abate o silêncio
canção d'água
roda embriagada.
Do teto ao chão
sombra e luz de candeeiro
desde o crepúsculo
até o amanhecer
o milho se rende
à prensa
a farinha desce fina
no vaporoso depósito.
Moinho
águas te agitam
dão-te passagem
abrem-se comportas
velocidade e força
usina
dê vida ao sonho
de menino
construindo em seu coração
concreto
que a morte não dissipa.
Ideal gira giro Planeta
em tua arquitetura
telhas francesas
costaneira é a tua varanda
parede de pedra
te transforma
cipós, limos, cepos.
Rangem as janelas
mastigo doce milho
moinho te edifico
em toda plenitude.
Do sonho
engenheiro
à criança
e na realidade
moinho te edifico
em toda plenitude.
É um moinho de sonho
funcionando
dia frio
correias batem
na noite
abate o silêncio
canção d'água
roda embriagada.
Do teto ao chão
sombra e luz de candeeiro
desde o crepúsculo
até o amanhecer
o milho se rende
à prensa
a farinha desce fina
no vaporoso depósito.
Moinho
águas te agitam
dão-te passagem
abrem-se comportas
velocidade e força
usina
dê vida ao sonho
de menino
construindo em seu coração
concreto
que a morte não dissipa.
Ideal gira giro Planeta
em tua arquitetura
telhas francesas
costaneira é a tua varanda
parede de pedra
te transforma
cipós, limos, cepos.
Rangem as janelas
mastigo doce milho
moinho te edifico
em toda plenitude.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
POR QUE PARTIR? (Poesia Sempre)
"Navegar
é preciso. Viver não é preciso".(Fernando Pessoa)
O navio está no porto.
Parado. Esperando a hora.
Exata da partida. Está ali.
Com suprimentos de neblina.
Agoniado por atravessar o oceano.
Por quê? Por que partir?
Sem resposta; alto-mar.
Este é o dia e a noite.
Quem sou? Não importa.
Marinheiro ou náufrago!
Pensemos agora no navio.
No porto, atracado, sonhando mares.
Esperando que a alma.
Se encontre com o corpo.
O sopro com a saliva.
O ouvido com o dizer.
A velocidade com o objeto.
Enfim. Há muita ânsia.
Passos lentos e finitos.
O encontro é inevitável:
Como a "Ode Marítima"
De Fernando Pessoa.
Como "Vou-me embora Pra Pasárgada",
De Manoel Bandeira.
E tudo o que sustenta o imaginável.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
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