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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Boulder: Até que a enchente leve


Boulder: 'Até que a enchente leve' está localizado próximo ao encontro dos rios Índios Coroados e Molha Coco, em Praia Grande - SC. Nesta foto estou dando uma espichada apenas, já que não estou com calçado apropriado.
Valeu!
Tarcísio

domingo, 21 de novembro de 2010

NATUREZA: O MANIFESTO (a Rodrigo R. da Rosa)

Até que dia o homem e a mulher precisarão ser
bitolado, mandado, policiado,
para assistir conscientemente à transformação
do seu meio ambiente?

Haverá um dia em que todos os homens e mulheres
nascerão para cuidar da natureza?
Nascerão e por vontade e decisão própria
preservarão a natureza?
Nascerão amando o Planeta Terra,
livres e espontâneos,
sem obrigação nenhuma?

Os homens e as mulheres
transformam paisagem em quadro,
imortalizam uma bela cascata:
"... O que Deus criou para ser eterno".

A natureza... pássaros voando, cantando
ao amanhecer como os sabiás;
animais livres pela vegetação rupestre,
verdejante, como os lobos;
animais livres, alimentando-se das sementes,
das folhas, como os bugios;
saciando a sede na água pura, límpida
dos córregos e arroios que transpassam a floresta;
animais livres que repousam nos galhos,
troncos das árvores;
ou em fendas nas escarpas
altíssimas, como os urubus;
ou em tocas no solo fértil
da mata atlântica, como os tatus;
animais livres, de vida noturna, na mata ciliar,
na encosta da Serra Geral, como o puma.

Que toda essa natureza não seja no futuro,
apenas um quadro retratado por um artista!
O ser humano, privilegiado,
faz o grande e irreversível caos.
A natureza é frágil
pela brutalidade do homem de hoje!
Que desmata por ganância!
Que polui por cobiça!
Que caça pelo prazer de matar!

É tempo do homem abrir os olhos
dentro dele está a mudança
para preservar o que ainda resta,
desse magnífico presente, que é a natureza!

E assim as gerações futuras possam,
como nós, apreciar,
toda a biodiversidade do planeta.

E encorajados, digam, impeçam, gritem,
lutem, defendam a favor
da vida dos animais,
das plantas, das belezas naturais,
para que, por sua causa, não se extingam!

O ato de um homem ou de uma mulher,
em favor da natureza,
é motivo de honra
e valor de alma!
Digno de ser humano
refletindo a existência de sua própria vida.

(Poema do livro, Em Busca da Essência - 2001)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ALÉM DA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

ALÉM DA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO
"Havia uma pedra no meio do caminho".
(Carlos Drummond de Andrade)

Pedra, pedreira, pedregulho, pedrão.
Pedras pequenas, pedras grandes,
Pedras de todas as cores,
Pedras de todos os tamanhos e formas.

Pedra, pedrinha, pedregoso, pedrada.
Pedra lisa, pedra dura, pedra crespa.
Pedra escorregadia, pedra falsa, pedra firme.
Pedra de arenito, pedra de basalto.

Pedra de bolha, pedra quartzo.
Pedra cristalizada, pedra ametista...
Pedra afiada, pedra gigante,
Pedra fixa e pedra rolante.

Pedra exposta, pedra subterrânea,
Pedra que você vai ver ou imaginar,
Pedra do Itaimbezinho,
Pedras de muitos caminhos.

(Poema do livro Poesia Sempre, 2005.)

sábado, 30 de outubro de 2010

QUEM

Quem quer?
O desejo de olhos tristes.
Quem quer?
Um desejo de vida no coração.

Quem compra?
Sonho para minha dor.
Quem compra?
Beijos para meus lábios.
Quem compra?
Ouvido para minha voz.
Quem compra?
Mar para meus braços.

Carinhos para minhas recordações.
Desenhos para minhas nuvens.
Despedida para meus olhos.

(Poema do livro Poesia Sempre, 2005)

sábado, 23 de outubro de 2010

DESAFIO

Pela sombra
somente pela sombra,
do vasto arbusto da montanha...

Flui com as correntes
vagas correntes da ilusão
dentre o silêncio que a noite escuta...

No seu despertar profundo,
antes um desafio,
agora a criação do homem,
magia ativa
amor de pai,
amor de mãe...

A aurora existe
sob a razão,
sois o cântico dos fiéis...

Velejou sem opor-se ao vento,
escalou a montanha,
como ruínas em poeira
fossem formas de castelo.

(Poema do livro Relevo Azul, 1998)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

OLHOS OCULTO

Quando ocultei meus olhos:
Vi a fome no mundo;
Vi que vivemos no mesmo espaço bíblico;
Vi que a comédia
É um derramamento de sangue.

Quando ocultei meus olhos:
Vi a construção simbiótica de mim mesmo;
Vi meu coração crescendo, somando pulsações;
Vi os dias de minha vida sumindo
Num escuro lugar e Era.

Quando ocultei meus olhos:
Vi o homem bom transformar-se em mau;
Vi o planeta frágil nas mãos de homens destruidores;
Vi a realidade fingindo a sobrevivência
Em desespero.

(Poema do livro "Poesia Sempre")