AGRIDOCE AMOR
A saudade relembra.
Então escuto
Vozes adolescentes
Com luz própria,
Feito flor que nasce poesia!
A música fluente do vento
Contendo enigmas,
Disperso nos anos,
Recolhia sentimentos, fantasias
Para dentro da memória:
Coração apunhalado pelo horizonte!
Como transcender o amor?
Como aceitar a nobreza
Elevada
Do desamor?
Fico aqui contando
A minha vida
Para essa árvore florida
E ferida
Sobre as impressões digitais do amor!
Esse apelo-afeto forjou-me humano.
Deixou uma sombra
Ou melodia
De pedidos extremos
Ao acaso...
Calado, suporto o céu
Com estrelas infinitas
Na rua de meus desígnios imaturos.
Cachoeiras incessantes despencam
Do crepúsculo turvo,
E na ventania as folhas
Secas lutam
Por ficarem imóveis,
Jazendo no tempo
Onde brota a verdade da paixão!
É por amor! Que amor?
Invenção agridoce.
Nossos olhhos diziam as mesmíssimas
Intenções feito partículas
Doce de sofrimento.
Em nosso ser, o outono
fixou morada.
E coexiste, puro
No passado dolescido
O cheiro, o gosto,
E a suavidade das palavras.
(Poema do livro Em Busca da Essência, 2001)
O Condutor das Estrelas (Uma homenagem ao Condutor de ecoturismo Rodrigo R. da Rosa, in memoriam.) é um livro de poemas que reúne poemas inéditos e os poemas publicados do poeta Tarcísio R. da Rosa. Estão inclusos os livros: Relevo Azul (1998), Em Busca da Essência (2001) e Poesia Sempre (2005).
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sábado, 25 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
MOINHO
Do sonho
engenheiro
à criança
e na realidade
moinho te edifico
em toda pelnitude.
É um moinho de sonho
funcionando
dia frio
correias batem
na noite
abate o silênciio
canção d'água
roda embriagada.
Do teto ao chão
sombra e luz de candeeiro
desde o crepúsculo
até o amanhecer
o milho se rende
à prensa
a farinha desce fina
no vaporoso depósito.
Moinho
águas te agitam
dão-te passagem
abrem-se comportas
velocidade e força
usina
dê vida ao sonho
de menino
construindo em seu coração
concreto
que a morte não dissipa.
Ideal gira giro Planeta
em tua arquitetura
telhas francesas
costaneira é a tua varanda
parede de pedra
te transforma
cipós, limos, cepos.
Rangem as janelas
mastigo doce milho
moinho te edifico
em toda plenitude.
(Livro Relevo Azul, 1998)
Do sonho
engenheiro
à criança
e na realidade
moinho te edifico
em toda pelnitude.
É um moinho de sonho
funcionando
dia frio
correias batem
na noite
abate o silênciio
canção d'água
roda embriagada.
Do teto ao chão
sombra e luz de candeeiro
desde o crepúsculo
até o amanhecer
o milho se rende
à prensa
a farinha desce fina
no vaporoso depósito.
Moinho
águas te agitam
dão-te passagem
abrem-se comportas
velocidade e força
usina
dê vida ao sonho
de menino
construindo em seu coração
concreto
que a morte não dissipa.
Ideal gira giro Planeta
em tua arquitetura
telhas francesas
costaneira é a tua varanda
parede de pedra
te transforma
cipós, limos, cepos.
Rangem as janelas
mastigo doce milho
moinho te edifico
em toda plenitude.
(Livro Relevo Azul, 1998)
terça-feira, 24 de agosto de 2010
POR QUE PARTIR?
"Navegar é preciso. Viver não é preciso".(Fernando Pessoa)
O navio está no porto.
Parado. Esperando a hora.
Exata da partida. Está ali.
Com suprimentos de neblina.
Agoniado por atravessar o oceano.
Por quê? Por que partir?
Sem resposta; alto-mar.
Este é o dia e a noite.
Quem sou? Não importa.
Marinheiro ou náufrago!
Pensemos agora no navio.
No porto, atracado, sonhando mares.
Esperando que a alma.
Se encontre com o corpo.
O sopro com a saliva.
O ouvido com o dizer.
A velocidade com o objeto.
Enfim. Há muita ânsia.
Passos lentos e finitos.
O encontro é inevitável:
Como a "Ode Marítima"
De Fernando Pessoa.
Como "Vou-me embora Pra Pasárgada",
De Manoel Bandeira.
E tudo o que sustenta o imaginável.
(Poesia Sempre, 2005)
sábado, 21 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
PEQUENOS POEMAS DO LIVRO POESIA SEMPRE (2005)
MOVIMENTO
Troca-se o vento da casa
pelo vento do pulmão,
o vento do espaço
pelo vento do chão.
SAUDADE
Mãos, que rolam a massa,
Pela mesa que balança.
Mãos, mãos que a farinha mistura e lança,
Branca, vaporosa, úmida e assa.
UTOPIA
Neste mundo de utopias
Tu sorrias
E eu fazia parte de teu
Sorrir...
PONTO
O ponto de encontro
é onde a figueira
atravessa a estrada.
O ponto de encontro
é onde na segunda-feira
o rio amanhece sussurrante.
O ponto de encontro
é onde o pingo da chuva
transpassa a gravidade da luz.
MOVIMENTO
Troca-se o vento da casa
pelo vento do pulmão,
o vento do espaço
pelo vento do chão.
SAUDADE
Mãos, que rolam a massa,
Pela mesa que balança.
Mãos, mãos que a farinha mistura e lança,
Branca, vaporosa, úmida e assa.
UTOPIA
Neste mundo de utopias
Tu sorrias
E eu fazia parte de teu
Sorrir...
PONTO
O ponto de encontro
é onde a figueira
atravessa a estrada.
O ponto de encontro
é onde na segunda-feira
o rio amanhece sussurrante.
O ponto de encontro
é onde o pingo da chuva
transpassa a gravidade da luz.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
SENHORA IDOSA
(A minha avó Inez Rigotti da Rosa)
Com um pedaço de galho na mão
ela firma seu corpo,
sobe este morrinho com passos vagarosos,
a estrada é esburacada,
vai arrastando seu chinelo...
Às vezes, a vejo reclamar de tudo,
das pessoas que não zelam
pelo seu patrimônio
vendo aos poucos...
seu sonho de moça italiana
se dissipar feito fumaça.
O forno caiu...
a casa com goteira...
sua vaca holandesa magra...
e seu potreiro tomado de mato,
essas pequenas coisas fizeram parte
de sua vida inteira.
Com seu vestido estampado branco,
ela estava na porta da sala,
com os olhos cheios d'àgua,
vendo o horizonte e a planície costeira...
Na verdade, ela estava vendo
sua vida inteira...
o ventinho balançava
seus cabelos brancos.
(Poema do livro Relevo Azul)
(A minha avó Inez Rigotti da Rosa)
Com um pedaço de galho na mão
ela firma seu corpo,
sobe este morrinho com passos vagarosos,
a estrada é esburacada,
vai arrastando seu chinelo...
Às vezes, a vejo reclamar de tudo,
das pessoas que não zelam
pelo seu patrimônio
vendo aos poucos...
seu sonho de moça italiana
se dissipar feito fumaça.
O forno caiu...
a casa com goteira...
sua vaca holandesa magra...
e seu potreiro tomado de mato,
essas pequenas coisas fizeram parte
de sua vida inteira.
Com seu vestido estampado branco,
ela estava na porta da sala,
com os olhos cheios d'àgua,
vendo o horizonte e a planície costeira...
Na verdade, ela estava vendo
sua vida inteira...
o ventinho balançava
seus cabelos brancos.
(Poema do livro Relevo Azul)
sábado, 7 de agosto de 2010
SORRISO
Ame a si mesmo.
Ame as outras pessoas.
Creia em Deus.
Acredite no seu potencial.
Ninguém é melhor que você.
A vitória, muitas vezes, vem da sorte.
Sonhe com teu sucesso.
Solte teu corpo e tua mente.
Você vai vencer.
Libere sua imaginação.
Desprenda-se, a vitória começa agora.
Conquiste as pessoas.
Sorria, erga a cabeça.
Demonstre que você está neste mundo
para lutar pelos seus ideais.
E que teu jogo é limpo, verdadeiro e honesto.
Sejas espontâneo, decidido e convicto.
Transforme a sua trilha num caminho alegre.
Naturalmente, apresente-se ser humano
dentro e fora de ti mesmo.
(Poema do livro Poesia Sempre, 2005)
Ame a si mesmo.
Ame as outras pessoas.
Creia em Deus.
Acredite no seu potencial.
Ninguém é melhor que você.
A vitória, muitas vezes, vem da sorte.
Sonhe com teu sucesso.
Solte teu corpo e tua mente.
Você vai vencer.
Libere sua imaginação.
Desprenda-se, a vitória começa agora.
Conquiste as pessoas.
Sorria, erga a cabeça.
Demonstre que você está neste mundo
para lutar pelos seus ideais.
E que teu jogo é limpo, verdadeiro e honesto.
Sejas espontâneo, decidido e convicto.
Transforme a sua trilha num caminho alegre.
Naturalmente, apresente-se ser humano
dentro e fora de ti mesmo.
(Poema do livro Poesia Sempre, 2005)
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