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quinta-feira, 21 de abril de 2016

MINHA ALMA (Poesia Sempre)


Ao poeta cabe amar,
Amor acima do tempo.
Colher na tempestade
A chama enclausurada
E lançar em terra
A palavra paixão.

Ser uma alma que pertence
Ao pensamento iluminado.
Minh'alma é digna de felicidade,
Minh'alma vive...

Morrer com o amor!
Pela amada, pela Pátria!
E antes que a lágrima
Alcance e atinja o coração,
Navegar mares bravios
E sonhar com a Musa.

Escrever verso ainda não sonhado
E ao mesmo tempo adorá-la,
Participando da causa de viver
Cuja mensagem são vibrações
Que o ar se encarrega de dizer. 

sábado, 9 de abril de 2016

VITAL (Poesia Sempre)

O fôlego nasce da semente
e o âmago suporta a continuação.
A superfície é mista de poros
do sopro primeiro e vital.

O mito passado esconde todo o acervo,
mantido, fluído, nova mensagem.
Quase que completamente sumido
no imaginário solto, raro e profuso.

Como conduto final percorre o microscópico
caminho, ainda livre ou não.
Depois que as venezianas se abrem ao dia.

Um percurso comum exala a diferença.
E as figuras sobrepõem-se ao degenerado,
vertebrado, vitorioso, enquanto vivo.

sexta-feira, 25 de março de 2016

INTEIRA (Poesia Sempre)

 

A Terra
parte a Lua
ao meio.

O amor
parte o coração
ao meio.

O conhecimento
parte a ignorância
ao meio.

O Sol
parte noite-dia
ao meio.

Somente você
une o corpo e a alma
inteira.



sábado, 24 de outubro de 2015

OUVIR O RIO E O MAR (Em Busca da Essência)


Ouvir o rio ou ouvir o mar?
Ouvir o rio é ouvir o mar.
Ouviromar é ouvirorio.
Praquem ouvirorio.
Praquem ouviromar.
Ouvirorio é ouviravida do rio
Ouviromar é ouviravida do mar.

Ouvirorio ou ouviromar.
Ouviromar e ouvirorio.
Ouvirorio é ouviromar.
Chuva no ouviromar.
Chuva no ouvirorio.
Riomar, Riomar, Riomar.

sábado, 19 de setembro de 2015

AGRIDOCE AMOR (Em Busca da Essência)


A saudade relembra. Então,
Escuto vozes adolescentes com luz própria,
Feito flor que nasce poesia.

A música fluente do vento contendo enigmas
Disperso nos anos, recolhia sentimentos
Fantasias para dentro da memória:
Coração apunhalado pelo horizonte!

Como transcender o amor?
Como aceitar a nobreza elevada do desamor?
Fico aqui contando a minha vida para essa árvore florida
E ferida sobre as impressões digitais do amor!

Esse apelo-afeto forjou-me humano. Deixou
Uma sombra ou melodia de pedidos extremos ao acaso...
Calado suporto o céu com estrelas infinitas
Na rua dos meus desígnios imaturos.

Cachoeiras incessantes despencam do crepúsculo turvo
E na ventania as folhas secas lutam
Por ficarem imóveis, jazendo no tempo
Onde brota a verdade intensa da paixão!

É por amor! Que amor? Invenção agridoce.
Nossos olhos diziam as mesmíssimas intenções
Feito partículas doce de sofrimento.

domingo, 19 de julho de 2015

INSPIRAÇÃO SOMBRIA (Novos poemas)

Por estas horas desta noite escura,
Ecoa na encosta o trovão feroz.
A cada raio que ilumina o canyon
Mais se espelha o destino atroz.

É cedo ainda para encontrar a chuva,
Pois longe passa a tempestade nova.
E fica o calor que um dia inunda,
Perdura na noite que está lá fora.

O perau absorve a força noturna,
Dos relâmpagos que esconde a estrela.
Tamanha é a luz da nova aventura

Por estas horas deste insano clima
Pintando o céu de breu e beleza
Todos somos irmãos desta doce cina.

terça-feira, 30 de junho de 2015

ÍNDIOS DO BRASIL (Em Busca da Essência)

O grito renasce das cinzas,
resiste subversivo na selva,
imaleável jeito da sorte
na mata descalços voltam

para a taba, bravos do Norte,
Índios do Brasil.

Há quinhentos anos chovendo
nessa floresta improdutiva de ideias;
mas a justiça varre
o coração vermelho com ironia.

Com improsperidade, enfeite e adorno.
Índios do Brasil.

Como perdoar o espírito religioso?
As vãs perseguições políticas?
Óh, Deus! Tu podes perdoar.
Os que afugentam teus filhos.

Duros, livres... Nas brenhas.
Índios do Brasil.

É do cacique o brado mais forte.
É na Europa que o sino
primeiro badala: perdão! perdão! perdão!
Não queremos nutrir vossos filhos.

Do passado já foi dardo lançado,
Índios do Brasil!

Lado a lado, homens e mulheres,
seminus, nus, rubros e enfeitados
no ritmo da selva
que o Sol ilumina.

Para o festejo e glória indígena.
Índios do Brasil!

Pouco se faz a esta gente brasileira
do amarelo-ouro da verde mata,
do céu o Cruzeiro do Sul
rebrilham no lago os sorrisos.

Povo bravo, sobrevive e canta.
Índios do Brasil!