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sábado, 27 de setembro de 2014

ODE ALTÍSSIMA (Em Busca da Essência)

Desconsidere-me neste momento
carne e osso, vegetal.
Visualize o que não lhe digo.

Há versos infinitos já mora
aqui o eu poético.

Ouviremos as mesmas palavras tecendo
os mesmos fios?

Não falaremos do amor
que é guilhotina

cortando veia a veia,
até a última!

Até a última veia em chama!

sábado, 23 de agosto de 2014

BOLSOS DA JAQUETA JEANS (Em Busca da Essência)

Ao amigo Giba

Amigo, alicerce da construção
real que ilumina manhãs
alegra a passarada
com voo livre da amizade.

O amigo, simplesmente,
inerente ao respirar que vai
recíproco ao pulsar que vem
caminhante do Sol
no oceano, com as mãos
nos bolsos da jaqueta jeans
para a brisa tocar
os pés descalços.

O amigo,
de infinita constelação
de transpor montanhas,
perseguido pelo som
cântico dos sonhos
das trombetas e dos guardiões,
sonhos, que é riso do abraço.


terça-feira, 29 de julho de 2014

CAVALO NO CAMPO (Poesia Sempre)

O verso dorme
na noite que sonha,
plenilúnio.

Campo de cima
da serra basalto
pinheiros descortinam
manhãs.

O gavião real
agarra presa.
Cavalo pasta
macega, erva.

Cavalo é selvagem no campo
aberto às vozes sucumbidas.
Arfadas no silêncio,
coxilhas verdejantes.

Minuano semeador
de crina na aragem,
marcas de pata
cavalo no campo.

sábado, 5 de julho de 2014

AMAR (Poesia Sempre)


Amar é libertar-se completamente
Da estranha orquestra
Que se apaga na alma.

Amar é distanciar-se completamente
Das cobranças humanas
Que esfriam o coração.

Amar é superar-se completamente
Das próprias fraquezas
Acumuladas na brevidade.

Amar é revolucionar-se completamente
Das condições terrenas
Para evoluir o espírito.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O VOO DO URUBU (Poesia Sempre)

O voo do urubu no vale
de asas estendidas suaves
planando sossegado e leve
em voltas ágeis pela sebe.

Subi a montanha para aprender
como voar no amanhecer.
Os urubus voam brincando
na vertente de ar dançando.

O urubu voa como seta controlada
até o tapete verde do vale instalada.
Descendo ou subindo em voltas feras
em bandos de aves negras.

O voo do urubu no vale
de asas estendidas suaves,
segue a corrente do vento
no tinteiro do firmamento.


sábado, 7 de junho de 2014

MULHER EGÍPCIA (Em Busca da Essência)


Como é bela essa mulher Egípcia!
Seus traços revelam uma rainha.
Como seus passos parecem obedecer
a uma sinfonia primitiva.

Eu quero essa mulher Egípcia!
Seus cabelos compridos castanhos
brincam num ar de carícias
e movimentos que imitam sonhos!

Reservada em seu mundo, sorri,
celestialmente espontânea, ciente
vive cada segundo, agora.

Essa mulher Egípcia é comprometida,
com o arco-íris da primavera
e com as palavras do poeta.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

ÓH! MINHA ESCOLA (Em Busca da Essência)
Homenagem à escola Inácio José da Rosa

Ó escola da minha infância
E de muitas outras crianças!
Majestosa ao pé da serra,
És nosso centro de cultura.
Assentada em boa terra
Rodeada pela agricultura.

Ó minha escola como és amiga!
És eterna como a velha cantiga:
"Passarinho bonitinho,
De onde vens e aonde vais tão sozinho,
Nestes ramos que avistamos
Não existe entre as folhas teu ninho".

Abra as janelas e as portas, ó escola!
Bendito é o povo que te consola.
Recordo teus ensinamentos sobre os índios,
Da bondade e do amor de Jesus,
Da Independência do Brasil... teus filhos
Pisam teu chão e observam tua luz!

Ó linda escola do interior
Que tanto estimas o professor:
Em lindas manhãs e tardes belas,
Do verão ou outono,
Do inverno à primavera;
Ensinas com orgulho a ser colono!

Ó escola, jamais serás esquecida.
Pelos teus alunos és querida.
Tantas fotos, lembranças... saudades.
Nos teus abraços tantas alegrias
Em teu sorriso tanta verdade.
Mágica escola nascestes poesia.