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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


ÁRVORE CENTENÁRIA (Relevo Azul)

Bela e imensa
árvore centenária,
firme e forte embelezando
a cachoeira.

Um dia... mãos assassinas
cortam-lhe o tronco
derrubando-a penhasco a dentro.

Cortados seus galhos,
ferida brilhava...
qual peixe fisgado,
sem casca deslizava mata à fora.

O que ficou para trás na mata perdida?
Raízes profundas,
cepo de dor,
dessecando-se.

Cedro, cedro...
lânguido sangue em suas veias.
Ninguém avista mais
árvore centenária
e bela na cachoeira.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


O POEMA (Em Busca da Essência)

O poema se finge
no assobio do pássaro
ao ver o sorriso do sol

O poema possui
resquício da paz
desencontrada no mundo

O poema é azul no céu
adentrado no verde
úmido da mata

O poema na voz
que declama emoção
partilha o momento

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


ALVA

Marinalva, alva e cristalina
Cristalina e alva,
Tão mulher, tão feminina,
Tão menina e calma,
Alva e cristalina,
Cristalina e alva, Marinalva.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


TRAVESSIA DO CÂNION MALACARA

Esta é uma trilha para a vida inteira.
Desenvolvemos toda a nossa agilidade primitiva,
coragem, reflexo, opção de escolha, equilíbrio,
habilidade, enfrentamos medos, fobias.
Das suas paredes despencam pedras,
quando chove as pedras ficam lisas,
quando chove o rio enche rápido.
Temos que saber andar pelo mato,
onde há espinhos, pedras cortantes e cobras.
E há muitos insetos.
E o frio pode nos levar a hipotermia.
E o calor pode nos levar a insolação.
E o cansaço a fadiga.
Se você passar por tudo isto,
aí, sim, você estará pronto
para todas as aventuras de sua vida.
Quem já fez a travessia é testemunha
da grandiosidade do lugar
e da energia daquelas paredes basálticas.
Só para esclarecer, nem sempre é tão difícil assim,
apenas de vez em quando, de surpresa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DÊ SILÊNCIO
(A João Cabral de Melo Neto)

Passam agora as asas da poesia.
Enormes penas coloridas de mil desenhos, faces, sons...

Fazer poesia, criar, que alegria: janela fria.

Sei que chegou fecundando,
plantando novos poemas,
novas flores e sementes invadiram o mundo,
com novas propostas sociais
nas suas matizes de raios e gotas.

No sepulcro do poeta?
A palavra dita... na lida,
lido, o pensamento oculto habita.

A liberdade voa.
As palavras devem voar,
pertencente a qualquer floresta,
ser de qualquer aresta.

Importa o poema
predador racional,
onírico do possível.

(Poema do livro Em Busca da Essência, 2001.
 Poema escrito em Cachoeira do Sul, RS,
na noite que eu soube da morte do poeta.)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


A MUSA DE HOMERO (Poesia Sempre)

Numa tarde amena de verão
Onde nuvens se aconchegam nas montanhas
Gregas de Parnaso
O poeta Homero compunha uma poesia
Em meio a canto de pássaros.

O poeta se enche de inspiração
E clama a todos os elementos da natureza
Para que pudesse encontrar belas palavras
E da musa descrever a beleza!

A tudo em volta, clama e recorre a alma
do apaixonado,
E descobre no sorriso da Ninfa,
A metáfora mais suave que ousou ter encontrado,
como cascata descendo a campina.

Ah! Que chama habita na alma desta estrela,
Que em Homero tem seu coração,
Que simpatias que a Musa expressa,
Harmonia, alegria e purificação.