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quinta-feira, 20 de setembro de 2012


ÍMÃ

Os penhascos estão ali,
mantendo contato,
seduzindo.

Convencendo-nos a ir,
até lá, na zona mortal,
íngreme.

Entre uma mudança de clima
e outra, força-nos,
‘vá aventureiro’!

As escarpas nunca estiveram tão perto
como agora estão e nem tão perigosas
e tão vivas, um perigo atraente.

‘Vem a mim’, diz a montanha
e loucos, vamos,
levando nossas almas.

domingo, 2 de setembro de 2012

Curtindo o visual do Índios Coroados, PNSG.

domingo, 26 de agosto de 2012


UMA MULHER DESTE TEMPO

Alheia a dinâmica social
                   ela vem,
... a sua etnia,
ela vem na curva.

Alheia aos olhares dos jovens
              ela vem soberana,
... a sua estonteante beleza,
ela vem lentamente.

Alheia a correria dos pedestres
     ela vem atravessando a rua,
... a fotos, vídeos e buzinas,
ela vem concentrada e sorridente.

Alheia a hora, a tarde e aos primeiros pingos de chuva,
         ela vem ao encontro dos amigos,
... e juntos brindam aquele momento feminino.
Ela vem e todos sabem de sua importância como pessoa.

domingo, 12 de agosto de 2012


A PÉ

De carro vamos muito longe,
mas a estrada termina.
De motocicleta vamos longe,
não a todos os lugares.
De bicicleta vamos longe,
‘mountain bike’, pedalando.
Mas a aventura só começa
quando depois de usarmos todos
os recursos possíveis,
passamos a usar nossos recursos mais primitivos:
nossos pés e mãos.
A partir daí a aventura começa.
Claro, nunca esquecendo de uns equipamentos
básicos de segurança.

(Poema do livro O Condutor das Estrelas, 2012.)

sábado, 28 de julho de 2012


UNIVERSO INVERSO

Batem na mesma tecla,
comprem carro, comprem carro;
batem na mesma tecla,
aquecimento global, aquecimento global.

Batem na mesma tecla,
comprem cerveja, comprem cerveja;
batem na mesma tecla,
morte na rodovia, morte na rodovia.

Batem na mesma tecla...

(Poema do O Condutor das Estrelas, 2012.)

sábado, 14 de julho de 2012


SONETO SEM RIMA DE UM AMOR INSTÁVEL

Às vezes, eles nem olham um para o outro
e em suas divagações viajam por países diferentes.
Ela tem vontade de ir para a Índia.
Ele quer ficar aqui e conhecer o Norte do Brasil.

Ambos gostam muito de comer peixes, com arroz e saladas.
Nisto eles se entendem tão bem!
Contudo, torcem por times rivais,
ela é gremista e ele colorado.

Seus corações cicatrizados resistem:
a enchentes, ciclones e aos ventos minuanos.
Mas, já comemoraram vitórias juntos.

Não se casaram na igreja; juntaram-se.
Ele gosta de cânticos de igreja; ela quer ver a filha se casando
                                                    com as bênçãos de Deus.
Quem vive um amor instável, deve estar preparado para tudo.

(Poema do livro O Condutor das Estrelas, 2012.)

quinta-feira, 5 de julho de 2012


CATACHO (O PÁSSARO) MARTIM PESCADOR

Catacho? Eu acho, eu acho.
Ca-ta-cho, ca-ta-cho.
Zum-zum, olhe ali, olhe lá.
Onde está? Eu não acho.

É o pássaro que passa,
Gritante, em frente, valente,
Voando num voo veloz,
Ca-ta-cho, ca-ta-cho.

Catacho? Eu acho, eu acho.
Já se foi, quem o viu? O facho
pelo leito sinuoso do rio,
ave que pesca , ca-ta-cho.

Zum-zum, é o voo rasante
da ave ligeira, camuflada;
parou no galho. O que espreita?
Ca-ta-cho, ca-ta-cho.

(Poema do livro O Condutor das Estrelas, 2012.)