O verso dorme
na noite que sonha,
plenilúnio.
Campo de cima
da serra basalto
pinheiros descortinam
manhãs.
O gavião real
agarra presa.
Cavalo pasta
macega, erva.
Cavalo é selvagem no campo
aberto às vozes sucumbidas.
Arfadas no silêncio,
coxilhas verdejantes.
Minuano semeador
de crina na aragem,
marcas de pata
cavalo no campo.
(Poema gauchesco do livro Em Busca da Essêcia, 2001.)
O Condutor das Estrelas (Uma homenagem ao Condutor de ecoturismo Rodrigo R. da Rosa, in memoriam.) é um livro de poemas que reúne poemas inéditos e os poemas publicados do poeta Tarcísio R. da Rosa. Estão inclusos os livros: Relevo Azul (1998), Em Busca da Essência (2001) e Poesia Sempre (2005).
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domingo, 6 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
AMAR
Amar é libertar-se completamente
Da estranha orquestra
Que se apaga na alma.
Amar é distanciar-se completamente
Das cobranças humanas
Que esfriam o coração.
Amar é superar-se completamente
Das próprias fraquezas
Acumuladas na brevidade.
Amar é revolucionar-se completamente
Das condições terrenas
Para evoluir o espírito.
(Poema do livro Poesia Sempre, 2005.)
Da estranha orquestra
Que se apaga na alma.
Amar é distanciar-se completamente
Das cobranças humanas
Que esfriam o coração.
Amar é superar-se completamente
Das próprias fraquezas
Acumuladas na brevidade.
Amar é revolucionar-se completamente
Das condições terrenas
Para evoluir o espírito.
(Poema do livro Poesia Sempre, 2005.)
domingo, 20 de fevereiro de 2011
O VOO DO URUBU
O voo do urubu no vale
de asas estendidas suaves
planando sossegado e leve
em voltas ágeis pela sebe.
Subi a montanha para aprender
como voar no amanhecer.
Os urubus voam brincando
na vertente de ar dançando.
O urubu voa como seta controlada
até o tapete verde do vale instalada.
Descendo ou subindo em voltas feras
em bandos de aves negras.
O voo do urubu no vale
de asas estendidas suaves,
segue a corrente do vento
no tinteiro do firmamento.
(Poema do livro Poesia Sempre, 2005.)
de asas estendidas suaves
planando sossegado e leve
em voltas ágeis pela sebe.
Subi a montanha para aprender
como voar no amanhecer.
Os urubus voam brincando
na vertente de ar dançando.
O urubu voa como seta controlada
até o tapete verde do vale instalada.
Descendo ou subindo em voltas feras
em bandos de aves negras.
O voo do urubu no vale
de asas estendidas suaves,
segue a corrente do vento
no tinteiro do firmamento.
(Poema do livro Poesia Sempre, 2005.)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
MULHER EGÍPCIA
Como é bela essa mulher Egípcia!
Seus traços revelam uma rainha.
Como seus passos parecem obedecer
a uma sinfonia primitiva.
Eu quero essa mulher Egípcia!
Seus cabelos compridos castanhos
brincam num ar de carícias
e movimentos que imitam sonhos!
Reservada em seu mundo, sorri,
celestialmente espontânea, ciente
vive cada segundo, agora.
Essa mulher Egípcia é comprometida,
com o arco-íris da primavera
e com as palavras do poeta.
(Poema do livro Em Busca da Essência, 2001.)
Seus traços revelam uma rainha.
Como seus passos parecem obedecer
a uma sinfonia primitiva.
Eu quero essa mulher Egípcia!
Seus cabelos compridos castanhos
brincam num ar de carícias
e movimentos que imitam sonhos!
Reservada em seu mundo, sorri,
celestialmente espontânea, ciente
vive cada segundo, agora.
Essa mulher Egípcia é comprometida,
com o arco-íris da primavera
e com as palavras do poeta.
(Poema do livro Em Busca da Essência, 2001.)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Ó MINHA ESCOLA
Ó escola da minha infância
E de muitas outras crianças!
Majestosa ao pé da serra,
És nosso centro de cultura.
Assentada em boa terra
Rodeada pela agricultura.
Ó minha escola como és amiga!
És eterna como a velha cantiga:
"Passarinho bonitinho,
De onde vens e aonde vais tão sozinho,
Nestes ramos que avistamos
Não existe entre as folhas teu ninho".
Abra as janelas e as portas, ó escola!
Bendito é o povo que te consola.
Recordo teus ensinamentos sobre os índios,
Da bondade e do amor de Jesus,
Da Independência do Brasil... teus filhos
Pisam teu chão e observam tua luz!
Ó linda escola do interior
Que tanto estimas o professor:
Em lindas manhãs e tardes belas,
Do verão ou outono,
Do inverno à primavera;
Ensinas com orgulho a ser colono!
Ó escola, jamais serás esquecida.
Pelos teus alunos és querida.
Tantas fotos, lembranças... saudades.
Nos teus abraços tantas alegrias
Em teu sorriso tanta verdade.
Mágica escola nasceste poesia.
Homenagem à Escola Inácio José da Rosa.
(Poema do livro Em Busca da Essência - 2001.)
Ó escola da minha infância
E de muitas outras crianças!
Majestosa ao pé da serra,
És nosso centro de cultura.
Assentada em boa terra
Rodeada pela agricultura.
Ó minha escola como és amiga!
És eterna como a velha cantiga:
"Passarinho bonitinho,
De onde vens e aonde vais tão sozinho,
Nestes ramos que avistamos
Não existe entre as folhas teu ninho".
Abra as janelas e as portas, ó escola!
Bendito é o povo que te consola.
Recordo teus ensinamentos sobre os índios,
Da bondade e do amor de Jesus,
Da Independência do Brasil... teus filhos
Pisam teu chão e observam tua luz!
Ó linda escola do interior
Que tanto estimas o professor:
Em lindas manhãs e tardes belas,
Do verão ou outono,
Do inverno à primavera;
Ensinas com orgulho a ser colono!
Ó escola, jamais serás esquecida.
Pelos teus alunos és querida.
Tantas fotos, lembranças... saudades.
Nos teus abraços tantas alegrias
Em teu sorriso tanta verdade.
Mágica escola nasceste poesia.
Homenagem à Escola Inácio José da Rosa.
(Poema do livro Em Busca da Essência - 2001.)
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
SER PENSANTE
O homem é o que pensa.
De pensar e agir a todo instante
uma obsessão o absorve,
uma razão lhe traz vida!
No teor da vida solta-se a sedução,
mesmo temendo seus próprios passos
sente-se livre, entregue ao amor,
como um ser ainda mais amado.
Quando a experiência segue
vai junto a maior beleza.
O instante atual o apavora
e sofre os danos dos erros cometidos.
Neste último verso, é do lavrador
o cheiro da terra virada,
a amável mulher o espera
e as roupas perfumadas pelo sol.
( Poema do livro Relevo Azul, 1998)
O homem é o que pensa.
De pensar e agir a todo instante
uma obsessão o absorve,
uma razão lhe traz vida!
No teor da vida solta-se a sedução,
mesmo temendo seus próprios passos
sente-se livre, entregue ao amor,
como um ser ainda mais amado.
Quando a experiência segue
vai junto a maior beleza.
O instante atual o apavora
e sofre os danos dos erros cometidos.
Neste último verso, é do lavrador
o cheiro da terra virada,
a amável mulher o espera
e as roupas perfumadas pelo sol.
( Poema do livro Relevo Azul, 1998)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
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