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domingo, 2 de abril de 2017

CREPÚSCULO DA LUA

No crepúsculo da Lua
nasce o verdadeiro frio
ainda não fecundado, oscilado,
germinado, ambientado.

No crepúsculo da Lua
no místico canyon Malacara,
Jesus Cristo está na natureza,
caminhando com os aventureiros.

No crepúsculo da Lua
algo para ouvindo a existência;
a noite reconstrói paradigmas e o alquimista
defronta-se com o orvalho quântico.

No crepúsculo da Lua,
o esquecimento é dono da verdade
e os sonhos das pessoas
são sonhos de verdade.

(Poema extraído do livro Poesia Sempre - 2005)

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Guia Rodrigo (in memoriam).

                              O rio Malacara sumido nos seixos rolados após grande enchente,
                              2007?, parece que sim. Praia Grande, SC.
                              Guia Rodrigo no trabalho de Educação Ambiental.
                              In memoriam.
O CONDUTOR DAS ESTRELAS

ESCALAR

Na escalada, os escaladores sempre querem superar limites, 
a cada grau superado,   crux, um sonho realizado. 
Lá embaixo os amigos dando força. Vai! É isso aí!  
                                                                                     teto
Não importa se granito, basalto, arenito, calcário, há uma técnica,   
dedos seu estilo. Escalar na montanha íngreme e escarpada 
desafiando   
                                                                                                 mãos    lua
seus instintos com movimentos que exigem força, equilíbrio.    
                                                                               Corpo  vento
Todos os equipamentos indispensáveis como sapatilha     
                                                                              mente      sol
de escalada, cadeirinha, capacete, mosquetão,   
                                                              via, parede, agarras
grigri, atc, freio oito, mosquetão, costuras,      
                                                                           montanha         
corda dinâmica, fitas, móvel,      frio        conquista
pó de magnésio, etc.    coragem        equipar
diversos nós,      azelha, oito, fiel    cortes   costura, cordada
escalada artificial,     fenda        esticão
escalada livre,             friend
escalada tradicional,     free solo, bivaque
bouldering, bloco,   pés
muro artificial,
big wall. Chaminé,
diedro, fissure,
aderência.
Solo.

Livres filhos das montanhas.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

MÚSICA AO VENTO (Relevo Azul)


Hoje, escuto a música ao vento
irrigando minha alma.
O gosto da chuva fria
escorrendo pela terra vermelha.

Hoje, chuto a toiça
que resta de infortúnio.
O sereno no campo
com música e vento.

Hoje, passo vago
o passageiro momento
e lúcido o Sol abrevia à tarde.

Sobra a minha alegria
persuadindo o novo momento
a compor e recriar o vento.

Morro do Cavalinho com vista para o vale do rio Mampituba, Praia Grande-SC.

domingo, 26 de junho de 2016

ALGO DE VOCÊ  (Poesia Sempre)

 


É olhar
bendito, luz
que me guia
a sonhos de voar.

É parte
integrante, renovável,
do meu corpo,
único pulsar.

É uma paisagem
que não se pode
simplesmente,
tocar.

É fraterno como
a manhã
no Sol
e a noite no luar.

terça-feira, 7 de junho de 2016

CERTO OU ERRADO (Poesia Sempre)


Tudo ou nada. O que importa?
A dor intercalou-se totalmente.
Como riso que foge da morte,
Que sangra e explode a mente.

O que vive ou o que cambaleia,
Sem musicalidade, sem voz.
A sinceridade passando longe,
Favorecendo às águas turvas.

O que finge ou sustenta o desaire
Não atravessa continente algum.
Habita no imóvel que repulsa,

O próprio organismo que atrai.
Quem conseguir olhar solidário,
Ao menos terá o que olhou.

(Em especial este poema vai para os meus alunos de literatura do 2º ano 1 do Ensino Médio - vespertino. EEB Bulcão Viana, que gostam do estilo Ultrarromântico. André, Bianca, Miriam, Priscila, Gabriel, Davi, Fernanda, Marileia, Natália, Letícia, Mateus e Tiago.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

ESTRELAS (Relevo Azul)


Ouvi-te, poeta!
Ansiando morar nas estrelas!

Vá!

Só retornes quando
a velhice
aspirar
saudade. 

sábado, 14 de maio de 2016

OLHE (Poesia Sempre)

 

Olhe lá fora
Quando seu olhar se perde
Como são belas as nuvens
Que a liberdade leva embora.

Olhe lá dentro
Da rocha dura e fria
Como são tristes as horas
Que antecipam o adeus da partida.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

MINHA ALMA (Poesia Sempre)


Ao poeta cabe amar,
Amor acima do tempo.
Colher na tempestade
A chama enclausurada
E lançar em terra
A palavra paixão.

Ser uma alma que pertence
Ao pensamento iluminado.
Minh'alma é digna de felicidade,
Minh'alma vive...

Morrer com o amor!
Pela amada, pela Pátria!
E antes que a lágrima
Alcance e atinja o coração,
Navegar mares bravios
E sonhar com a Musa.

Escrever verso ainda não sonhado
E ao mesmo tempo adorá-la,
Participando da causa de viver
Cuja mensagem são vibrações
Que o ar se encarrega de dizer. 

sábado, 9 de abril de 2016

VITAL (Poesia Sempre)

O fôlego nasce da semente
e o âmago suporta a continuação.
A superfície é mista de poros
do sopro primeiro e vital.

O mito passado esconde todo o acervo,
mantido, fluído, nova mensagem.
Quase que completamente sumido
no imaginário solto, raro e profuso.

Como conduto final percorre o microscópico
caminho, ainda livre ou não.
Depois que as venezianas se abrem ao dia.

Um percurso comum exala a diferença.
E as figuras sobrepõem-se ao degenerado,
vertebrado, vitorioso, enquanto vivo.

sexta-feira, 25 de março de 2016

INTEIRA (Poesia Sempre)

 

A Terra
parte a Lua
ao meio.

O amor
parte o coração
ao meio.

O conhecimento
parte a ignorância
ao meio.

O Sol
parte noite-dia
ao meio.

Somente você
une o corpo e a alma
inteira.



sábado, 24 de outubro de 2015

OUVIR O RIO E O MAR (Em Busca da Essência)


Ouvir o rio ou ouvir o mar?
Ouvir o rio é ouvir o mar.
Ouviromar é ouvirorio.
Praquem ouvirorio.
Praquem ouviromar.
Ouvirorio é ouviravida do rio
Ouviromar é ouviravida do mar.

Ouvirorio ou ouviromar.
Ouviromar e ouvirorio.
Ouvirorio é ouviromar.
Chuva no ouviromar.
Chuva no ouvirorio.
Riomar, Riomar, Riomar.

sábado, 19 de setembro de 2015

AGRIDOCE AMOR (Em Busca da Essência)


A saudade relembra. Então,
Escuto vozes adolescentes com luz própria,
Feito flor que nasce poesia.

A música fluente do vento contendo enigmas
Disperso nos anos, recolhia sentimentos
Fantasias para dentro da memória:
Coração apunhalado pelo horizonte!

Como transcender o amor?
Como aceitar a nobreza elevada do desamor?
Fico aqui contando a minha vida para essa árvore florida
E ferida sobre as impressões digitais do amor!

Esse apelo-afeto forjou-me humano. Deixou
Uma sombra ou melodia de pedidos extremos ao acaso...
Calado suporto o céu com estrelas infinitas
Na rua dos meus desígnios imaturos.

Cachoeiras incessantes despencam do crepúsculo turvo
E na ventania as folhas secas lutam
Por ficarem imóveis, jazendo no tempo
Onde brota a verdade intensa da paixão!

É por amor! Que amor? Invenção agridoce.
Nossos olhos diziam as mesmíssimas intenções
Feito partículas doce de sofrimento.

domingo, 19 de julho de 2015

INSPIRAÇÃO SOMBRIA (Novos poemas)

Por estas horas desta noite escura,
Ecoa na encosta o trovão feroz.
A cada raio que ilumina o canyon
Mais se espelha o destino atroz.

É cedo ainda para encontrar a chuva,
Pois longe passa a tempestade nova.
E fica o calor que um dia inunda,
Perdura na noite que está lá fora.

O perau absorve a força noturna,
Dos relâmpagos que esconde a estrela.
Tamanha é a luz da nova aventura

Por estas horas deste insano clima
Pintando o céu de breu e beleza
Todos somos irmãos desta doce cina.

terça-feira, 30 de junho de 2015

ÍNDIOS DO BRASIL (Em Busca da Essência)

O grito renasce das cinzas,
resiste subversivo na selva,
imaleável jeito da sorte
na mata descalços voltam

para a taba, bravos do Norte,
Índios do Brasil.

Há quinhentos anos chovendo
nessa floresta improdutiva de ideias;
mas a justiça varre
o coração vermelho com ironia.

Com improsperidade, enfeite e adorno.
Índios do Brasil.

Como perdoar o espírito religioso?
As vãs perseguições políticas?
Óh, Deus! Tu podes perdoar.
Os que afugentam teus filhos.

Duros, livres... Nas brenhas.
Índios do Brasil.

É do cacique o brado mais forte.
É na Europa que o sino
primeiro badala: perdão! perdão! perdão!
Não queremos nutrir vossos filhos.

Do passado já foi dardo lançado,
Índios do Brasil!

Lado a lado, homens e mulheres,
seminus, nus, rubros e enfeitados
no ritmo da selva
que o Sol ilumina.

Para o festejo e glória indígena.
Índios do Brasil!

Pouco se faz a esta gente brasileira
do amarelo-ouro da verde mata,
do céu o Cruzeiro do Sul
rebrilham no lago os sorrisos.

Povo bravo, sobrevive e canta.
Índios do Brasil!